Natureza Viva

Seu poder transformador

“A Natureza Viva é a matriz do auto nascimento do homem”. ( Basarab Nicolescu, 2001).

Aprendendo com as águas, com as montanhas, as formações rochosas, as flores. É necessário buscarmos em nossa memória celular o tempo em que, aprendendo com a natureza, aprendíamos sobre a nossa subsistência, a nossa sobrevivência. Vivenciando tais conceitos junto à natureza estaremos internalizando conhecimento, nos colocando prontos, ou ainda, nos colocando em prontidão, para iniciarmos um processo de aprendizado – um processo de autoformação consciente. A esse respeito Galvani (2002) afirma sobre as águas enquanto agente ecoformador – e por analogia podemos dizer o mesmo sobre a montanha, as formações rochosas, etc. – : “A experiência concreta da água torna-se então meio de uma ecoformação que orienta, estrutura e inspira as metamorfoses humanas”.

É neste momento que nos apropriamos do instrumento perfeito para um trabalho inovador: utilizar o grande poder transformador que é a Natureza Viva.

“A Natureza Viva é a matriz do auto nascimento do homem”. ( Basarab Nicolescu, 2001).

Viver na natureza conceitos transdisciplinares e valores inerentes ao homem, valores humanos – sentir de fato – e aí dizer que estamos prontos para iniciarmos um processo diferenciado de aprendizagem.

“Cada pessoa é portadora de uma expressão do criador. Ela é e ela vive um processo de revelação dela mesma”. (Pascal Galvani, 2002)

Surge assim, nesse contexto, a ecoformação como abertura e embasamento para um projeto de ecoturismo sustentável.

Em uma empreitada onde, antes de sabermos com as nossas mentes racionais, deixaremos que o conhecimento nos entre pelos olhos, pelos ouvidos, pelas narinas, pelos poros da nossa epiderme, e chegue aos nossos corações, num processo viável de formação conjunta – eu (auto), o outro (hetero), a natureza (eco).

Um passo adiante na procura por uma sociedade coroada pela paz e administrada pela ética.

Uma sociedade estável no reconhecimento e acolhimento da diversidade planetária em todos os níveis e formas, “o retorno à unidade mítica perdida do pensamento e corpo, homem e natureza, eu e o outro”.  (Pascal Galvani)

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